“Quanto mais a sociedade estiver capacitada para acompanhar a gestão pública, menos desperdício e malversação teremos. Por isso, iniciativas como essas da Rede de Controle são da maior importância, não somente em Açailândia, mas em todo o estado”. Dessa forma, o presidente da presidente do Sindicato dos Servidores Públicos de Açailândia, Antonio Melo, resumiu a importância da Audiência de Controle Social e Cidadania realizada na última sexta-feira (28), no Sintrasema.

Quarta audiência deste semestre, o evento reuniu, no auditório do Sintrasema, representantes de vários municípios da região, como São Francisco do Brejão, Balsas, Cidelândia, Imperatriz, Estreito e Porto Franco, entre outras. Com palestras sobre temas como educação fiscal e cidadania, análise de prestação de contas, mecanismos jurídicos de controle social, lei de acesso à informação e transparência, o evento é voltado para a formação de “auditores sociais”, cidadãos capacitados a exercer o controle social da administração pública.

O público preferencial das audiências de Controle Social são integrantes dos conselhos municipais, líderes comunitários e a população em geral, além de gestores públicos. A programação desta sexta incluiu a participação, entre outros, do secretário do Tribunal de Contas da União (TCU) no Maranhão, Alexandre Walraven, da promotora de Justiça Glauce Mara Lima Malheiros, do auditor do Tribunal de Contas do Estado, João Neto, e do auditor da Controladoria Geral da União (CGU) Arnaldo Cardoso de Freitas Filho. O evento também contou com a presença do Ouvidor do TCE, conselheiro Washington Luiz Oliveira.

Um dos pontos altos da programação desta sexta foi o painel “As pequenas corrupções do dia a dia”, apresentado por Arnaldo Freitas Filho, mostrando o peso da responsabilidade de cada cidadão no combate à cultura da corrupção, muitas vezes expressa em expressões como “o mundo é dos espertos” ou “é preciso levar vantagem”, consagrada no Brasil como a famosa Lei de Gérson.

Como destacou o secretário do TCU no Maranhão, Alexandre Walraven, é tarefa de todos os órgãos envolvidos no aperfeiçoamento da gestão fortalecerem o controle social, cada vez mais considerado como peça fundamental na engrenagem do controle externo. “A atuação dos auditores sociais é indispensável para que o sistema de controle externo como um todo apresente os resultados que a própria sociedade precisa e espera”, afirmou.